Tem gente que encontra palavras
Sobre sentimentos e desejos
E acerta
Enquanto um vira político
O outro torna-se poeta
sábado, 3 de outubro de 2015
sexta-feira, 2 de outubro de 2015
Pedido
Abraça-me
Como se não tivesse
Prá quem voltar
Como se não houvesse
O que temer
Como se não doesse
Se despedir
Como se o ato
Não fosse tolhido
Abraça-me
Como se não estivesse
A me odiar
Como se não atendêssemos a
Nenhum dever
Como se não importasse
O que está por vir
Como se você tivesse
Me escolhido
Como se fosse
A última vez
"Me dá um beijo?"
"Agora, dou"
Como se não tivesse
Prá quem voltar
Como se não houvesse
O que temer
Como se não doesse
Se despedir
Como se o ato
Não fosse tolhido
Abraça-me
Como se não estivesse
A me odiar
Como se não atendêssemos a
Nenhum dever
Como se não importasse
O que está por vir
Como se você tivesse
Me escolhido
Como se fosse
A última vez
"Me dá um beijo?"
"Agora, dou"
Fixação
Sou
Seu sonho disforme
Fantasia que dorme
Onde você se desfaz
Sou
Um rabisco tênue
Sua inquietação perene
Viagem fugaz
Sou
Fumaça enganosa
Ilusão amorosa
Desiste, rapaz...
Seu sonho disforme
Fantasia que dorme
Onde você se desfaz
Sou
Um rabisco tênue
Sua inquietação perene
Viagem fugaz
Sou
Fumaça enganosa
Ilusão amorosa
Desiste, rapaz...
Cansaço
Há muito tempo
Que desisiti
Da perfeição
Há muito tempo
Me contentaria
Com o básico
Um salto
Sem queda
Um pliê sem cãimbra
Uma esperança
Uma trégua
Uma música
Que não desafine
Que desisiti
Da perfeição
Há muito tempo
Me contentaria
Com o básico
Um salto
Sem queda
Um pliê sem cãimbra
Uma esperança
Uma trégua
Uma música
Que não desafine
Equilibrista
Nem tudo o que morre
Fecha os olhos
E vai para debaixo da terra
Às vezes, continua a existir
E nos força a lidar
Com as consequências
Nem tudo o que morre
Fecha os olhos
E vai para debaixo da terra
Deixa de existir
Às vezes, continua a reverberar
E nos força a lidar com as reticências
E nessa corda bamba
Entre a loucura e a sanidade
Só nos resta
Abraçar os sonhos dos vivos
Rezar pelos fantasmas
E encarar a ameaça dos mortos-vivos
Fecha os olhos
E vai para debaixo da terra
Às vezes, continua a existir
E nos força a lidar
Com as consequências
Nem tudo o que morre
Fecha os olhos
E vai para debaixo da terra
Deixa de existir
Às vezes, continua a reverberar
E nos força a lidar com as reticências
E nessa corda bamba
Entre a loucura e a sanidade
Só nos resta
Abraçar os sonhos dos vivos
Rezar pelos fantasmas
E encarar a ameaça dos mortos-vivos
quinta-feira, 1 de outubro de 2015
Encontro
Ali
Onde o assunto acaba
Ou é interrompido
Ali
Onde seu sussurro
Chega ao pé do meu ouvido
Ali
Onde eu o quero
E você me quer também
Ali
Tem que ser você
E mais ninguém
Onde o assunto acaba
Ou é interrompido
Ali
Onde seu sussurro
Chega ao pé do meu ouvido
Ali
Onde eu o quero
E você me quer também
Ali
Tem que ser você
E mais ninguém
Início
Pode parecer desinteresse
Mas na verdade
É timidez
Recuo para que me dês
O olhar espontâneo
A atenção não solicitada
Aguardo pacientemente
No seco
Inunda-me...
Mas na verdade
É timidez
Recuo para que me dês
O olhar espontâneo
A atenção não solicitada
Aguardo pacientemente
No seco
Inunda-me...
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