Aos corajosos o mar
As conchas
A praia
A areia
As dádivas
Aos covardes
As lágrimas
(Quanto maior a aposta, maior o ganho)
quinta-feira, 13 de outubro de 2016
terça-feira, 11 de outubro de 2016
Auto Sabotagem
E o que será do amor
Quando chegar?
Por acaso encontrará
O seu olhar no passado
A sua mente sombria
A sua língua dormente?
A culpa na garganta
O aperto no peito
O chicote na mão?
Responda-me: o que será?
De quem bater na porta cerrada
Com mel nos lábios
E ternura nos olhos
Terá você já se punido o suficiente
Pra se sentir merecedor?
Responda-me:
O que será do amor?
Quando chegar?
Por acaso encontrará
O seu olhar no passado
A sua mente sombria
A sua língua dormente?
A culpa na garganta
O aperto no peito
O chicote na mão?
Responda-me: o que será?
De quem bater na porta cerrada
Com mel nos lábios
E ternura nos olhos
Terá você já se punido o suficiente
Pra se sentir merecedor?
Responda-me:
O que será do amor?
Tempo ao Tempo
E a ideia de hoje é: espera
É o que a gente faz
Espera pra nascer
Espera crescer
Espera florescer
Não quebra o ovo quando quer pintinho
Não semeia a terra durante estiagem
Não arranca pássaro do ninho
Aguarda o ônibus se precisar
Aguarda na fila se isso ajudar
Aguarda alguém pra acompanhar
Então, se isso convém, espere
Por dias melhores
Por novas propostas
Pela declaração
Existem coisas boas
Que não pertencem ao hoje
Mas certamente chegarão
É o que a gente faz
Espera pra nascer
Espera crescer
Espera florescer
Não quebra o ovo quando quer pintinho
Não semeia a terra durante estiagem
Não arranca pássaro do ninho
Aguarda o ônibus se precisar
Aguarda na fila se isso ajudar
Aguarda alguém pra acompanhar
Então, se isso convém, espere
Por dias melhores
Por novas propostas
Pela declaração
Existem coisas boas
Que não pertencem ao hoje
Mas certamente chegarão
segunda-feira, 10 de outubro de 2016
Natureza
À jardineira foi dado o dom da intensidade
Cores, cheiros, toques: a vida
Mas chora a camélia que morreu
Não a consola ser muito mais bonita
Não se conforma com o belo não ser eterno
Vive então nessa eterna maldição
Os extremos a encantam, mas falta-lhe a aceitação
Cores, cheiros, toques: a vida
Mas chora a camélia que morreu
Não a consola ser muito mais bonita
Não se conforma com o belo não ser eterno
Vive então nessa eterna maldição
Os extremos a encantam, mas falta-lhe a aceitação
A Bruta Flor
E a ideia de hoje é: "queira!"
Você é do mar? Queira o ar.
Você é da roça? Queira a montanha.
Você só anda? Queira correr.
Queira se achar que tem chance.
Queira também se não achar.
Queira se souber dos detalhes.
Queira se descobrir for a melhor parte.
O homem criou o avião porque quis voar.
As crianças existem porque adultos querem se pegar.
Vocês lêem meus devaneios porque sinais de fumaça não bastaram
Nem batucadas
Nem cartas
Nem telegramas
Nem telefonemas.
Porque alguém quis mais.
Então queira.
Arriscando a se frustrar.
Queira e mexa-se
Arriscando a se cansar.
Queira o querer forte
Aquele que desafia a morte
Aquele que só sabe imperar.
Você é do mar? Queira o ar.
Você é da roça? Queira a montanha.
Você só anda? Queira correr.
Queira se achar que tem chance.
Queira também se não achar.
Queira se souber dos detalhes.
Queira se descobrir for a melhor parte.
O homem criou o avião porque quis voar.
As crianças existem porque adultos querem se pegar.
Vocês lêem meus devaneios porque sinais de fumaça não bastaram
Nem batucadas
Nem cartas
Nem telegramas
Nem telefonemas.
Porque alguém quis mais.
Então queira.
Arriscando a se frustrar.
Queira e mexa-se
Arriscando a se cansar.
Queira o querer forte
Aquele que desafia a morte
Aquele que só sabe imperar.
sexta-feira, 7 de outubro de 2016
Medo
Medo de voltar a escrever
Sobre frio e falta de esperança
Sobre navalha na carne
E dúvidas e dívidas
Pagas dez vezes sem abatimento nenhum
Medo de voltar a pensar
Sobre abandono de criança
Sobre machadada em árvore
E sem fôlego e trôpego
Caminhar sem chegar a lugar algum
(Medo dos motivos)
Sobre frio e falta de esperança
Sobre navalha na carne
E dúvidas e dívidas
Pagas dez vezes sem abatimento nenhum
Medo de voltar a pensar
Sobre abandono de criança
Sobre machadada em árvore
E sem fôlego e trôpego
Caminhar sem chegar a lugar algum
(Medo dos motivos)
quarta-feira, 5 de outubro de 2016
Amante
Entrega pra namorada
O plano, a aliança, o engano
O amor de fachada
E me traz, condenado
As histórias, o riso
O corpo moreno
E o pouco juízo
(Seus melhores momentos ainda são ao meu lado)
O plano, a aliança, o engano
O amor de fachada
E me traz, condenado
As histórias, o riso
O corpo moreno
E o pouco juízo
(Seus melhores momentos ainda são ao meu lado)
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