Repeti o seu nome
Tantas vezes
Que a palavra
Perdeu o sentido
Perdeu a sua face
Virou hélio
Sem balão em volta
Amorfo
Des-significante
Vácuo
No coração
terça-feira, 3 de março de 2015
segunda-feira, 2 de março de 2015
Soltura
Quem te permitiu
Descer as escadas
Até a escuridão
Da masmorra
E destrancar
A porta
Da monstra
Duramente
Escondida
De mim mesma?
Ela é feia,
Cruel
E previsível.
Negra.
A viúva.
Pereça, agora!
Descer as escadas
Até a escuridão
Da masmorra
E destrancar
A porta
Da monstra
Duramente
Escondida
De mim mesma?
Ela é feia,
Cruel
E previsível.
Negra.
A viúva.
Pereça, agora!
L P
O sol esquenta o lado A
A areia esquenta o lado B
Se a agulha da vitrola encosta
Do jeitinho certo
A onda sonora ocorre em crescendo...
A areia esquenta o lado B
Se a agulha da vitrola encosta
Do jeitinho certo
A onda sonora ocorre em crescendo...
Zerada
A folha em branco
É a ausência de cor
De conceito
E de impedimento
É a prova
De mil possibilidades
Deliciosas...
É a ausência de cor
De conceito
E de impedimento
É a prova
De mil possibilidades
Deliciosas...
domingo, 1 de março de 2015
Gratidão
Aquele abraço aos amorosos
Nos quais os outros
Confirmam a existência
E fragilidade
Nos ajudam na queda
Nos refrescam na febre
Nos aliviam na dor
Nos sopram as feridas
Contam estórias
Para nos distrair
Remendam o nosso coração
Com fios de empatia
E bem querer
E comemoram
A nossa superação
Ignorando, muitas vezes
De propósito
(Para melhor servirem)
Os puídos das suas próprias vestes
Nos quais os outros
Confirmam a existência
E fragilidade
Nos ajudam na queda
Nos refrescam na febre
Nos aliviam na dor
Nos sopram as feridas
Contam estórias
Para nos distrair
Remendam o nosso coração
Com fios de empatia
E bem querer
E comemoram
A nossa superação
Ignorando, muitas vezes
De propósito
(Para melhor servirem)
Os puídos das suas próprias vestes
Dengosa
A carne moída
Dói como se tivesse
Levado mil pauladas
As juntas gritam
"Junta tudo
E joga fora, por favor!"
O cérebro sem sangue
Que está todo escoado
Para cada milímetro
Abaixo da pele
Nas palmas das mãos
Nas plantas dos pés
Na púrpura
E a febre
Que não passa
Mas não traz o delírio
Apaziguador
Pago o preço de
Ser realista
Até na doença
Amaldiçoo
O terreno baldio ao lado
Seus pneus vazios
E seu dono
Ouço o mosquito
Maldito!
Mas nem posso
Fuzilá-lo com o olhar
Porque as
Bolas dos olhos
Também doem!!!!
Dói como se tivesse
Levado mil pauladas
As juntas gritam
"Junta tudo
E joga fora, por favor!"
O cérebro sem sangue
Que está todo escoado
Para cada milímetro
Abaixo da pele
Nas palmas das mãos
Nas plantas dos pés
Na púrpura
E a febre
Que não passa
Mas não traz o delírio
Apaziguador
Pago o preço de
Ser realista
Até na doença
Amaldiçoo
O terreno baldio ao lado
Seus pneus vazios
E seu dono
Ouço o mosquito
Maldito!
Mas nem posso
Fuzilá-lo com o olhar
Porque as
Bolas dos olhos
Também doem!!!!
Sentença
E eu te digo agora
E será esta a minha última
Frase em tua direção
Que a tua punição
(A única à altura do teu erro)
É que para mim
Simplesmente
Não existes mais
E será esta a minha última
Frase em tua direção
Que a tua punição
(A única à altura do teu erro)
É que para mim
Simplesmente
Não existes mais
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