Creio em nós
Em nosso revezamento
De carinho e atenção
Desabafos e celebrações
Nos olhares que se buscam
Por apoio e cumplicidade
Creio em nós
Time por opção
Benção estendida aos amados
Dedicação e cuidado
E no horizonte ao longe
Onde chegaremos de mãos dadas
Creio em nós
Porque muito já foi vivido
Testado, exposto e aprovado
E a cada dia cresce
O que eu nunca tinha experimentado
Antes de conhecer você
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016
domingo, 21 de fevereiro de 2016
Amigo
Vou ignorar a distância
Entre os corpos
Entre os planos
Entre as almas
Vou ignorar
Que apagamos de propósito
Os dois últimos pontinhos
Das nossas reticências
Vou ignorar
Que a essa altura você já está
Dando felicidade para outra penca
De mulheres
Vou ignorar a sua vontade
Você vai saber em detalhes
Cada uma das minhas fantasias
(Sim, é castigo)
Entre os corpos
Entre os planos
Entre as almas
Vou ignorar
Que apagamos de propósito
Os dois últimos pontinhos
Das nossas reticências
Vou ignorar
Que a essa altura você já está
Dando felicidade para outra penca
De mulheres
Vou ignorar a sua vontade
Você vai saber em detalhes
Cada uma das minhas fantasias
(Sim, é castigo)
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016
Lindinho
Entre o pesadelo de ontem
E o sonho de amanhã
No hoje, agora há pouco
Esteve você
Sem polimento
Sem verniz
Sem pedir licença
E por um triz
(Sem papas na língua
Sem travas na língua
Sem nada na língua
A não ser a minha)
Numa ausência de cálculo
Que me desconserta
Num "Tô aqui,
Me disseca..."
Nossas histórias de infância
Barbie, chocolate, pudim
De uma fragilidade
Imobilizadora para mim
E eu ri de beijos de prisioneiro
Enquanto você amaldiçoava os cadeados
E falamos de vontades, sonhos
Cortes de cabelo e amores passados
Poderia ser simples, sim
Passageiro ou quase nada
Mas pra mim você foi precioso
Quando cruzou a minha estrada
E o sonho de amanhã
No hoje, agora há pouco
Esteve você
Sem polimento
Sem verniz
Sem pedir licença
E por um triz
(Sem papas na língua
Sem travas na língua
Sem nada na língua
A não ser a minha)
Numa ausência de cálculo
Que me desconserta
Num "Tô aqui,
Me disseca..."
Nossas histórias de infância
Barbie, chocolate, pudim
De uma fragilidade
Imobilizadora para mim
E eu ri de beijos de prisioneiro
Enquanto você amaldiçoava os cadeados
E falamos de vontades, sonhos
Cortes de cabelo e amores passados
Poderia ser simples, sim
Passageiro ou quase nada
Mas pra mim você foi precioso
Quando cruzou a minha estrada
terça-feira, 9 de fevereiro de 2016
O Pós
Não repare a bagunça
Mas passou um furacão
Tinha olhos de lince
E cabelos de alazão
Seu sopro levou pra longe
Minha indentidade janela afora
Molhou meu lençol e colchão
Carregou a sanidade - e agora?
Agora é calcular o prejuízo
Aguarde com paciência, meu senhor
Afinal, seguro nenhum cobre
O risco que é viver um grande amor
Mas passou um furacão
Tinha olhos de lince
E cabelos de alazão
Seu sopro levou pra longe
Minha indentidade janela afora
Molhou meu lençol e colchão
Carregou a sanidade - e agora?
Agora é calcular o prejuízo
Aguarde com paciência, meu senhor
Afinal, seguro nenhum cobre
O risco que é viver um grande amor
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016
Balanço
Tenho dias de impulso
E dias de recuo
Momentos de dobrar
E de esticar joelhos
O vento no rosto
Ou o retorno dos cabelos
Ao longo das orelhas
Olhar os pés ao encontro do azul
Ou sentir a calmaria
Do movimento acabando
Nessa suave esperança
De que amanhã tem mais
E dias de recuo
Momentos de dobrar
E de esticar joelhos
O vento no rosto
Ou o retorno dos cabelos
Ao longo das orelhas
Olhar os pés ao encontro do azul
Ou sentir a calmaria
Do movimento acabando
Nessa suave esperança
De que amanhã tem mais
domingo, 7 de fevereiro de 2016
Desvio
Ali
Confesso
Me acovardei
Era muito tentáculo
E tinta preta
Pra pouco mar
Muita areia movediça
E enxurrada de lama
Pra pouco alicerce
Muita profundidade
E peso de água
Pra pouco fôlego
Muito preço
E sacrifício
Pra pouco ganho
Ali
Confesso
Me acovardei
Mas nunca
Em nenhum outro momento
Fui tão dona de mim
Confesso
Me acovardei
Era muito tentáculo
E tinta preta
Pra pouco mar
Muita areia movediça
E enxurrada de lama
Pra pouco alicerce
Muita profundidade
E peso de água
Pra pouco fôlego
Muito preço
E sacrifício
Pra pouco ganho
Ali
Confesso
Me acovardei
Mas nunca
Em nenhum outro momento
Fui tão dona de mim
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016
Lembranças
Um leve brilho
Aquele restício
Um sutil vestígio
Irresistível vício
No olhar em silêncio
O quase findo querer
Surge forte o reminiscente
Entre as palavras a se esconder
E assim passa-se o tempo
Negando-se a paixão
Jogo perigoso de perdas
Sorrisos e frustração
Aquele restício
Um sutil vestígio
Irresistível vício
No olhar em silêncio
O quase findo querer
Surge forte o reminiscente
Entre as palavras a se esconder
E assim passa-se o tempo
Negando-se a paixão
Jogo perigoso de perdas
Sorrisos e frustração
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